Governo do estado de Goias anunciou na midia a
atualização corrigida da
gratificação do entorno que estava congelada a
quase déz anos. Porem isso
seria feito , pago na folha do mês de dezembro até
a presente data nada foi
feito nem pró nem contra. Nós servidores publicos não vivemos de promessas
nossa familia nossa prole aguardam o voto de confiança depositado em nós
servidores e no governo eleito com muita luta e sacrificio de servidores que
temiam cair nas mãos dos algoses dinossauros de antigos MDBs . Parece que
o executivo e emergente presidenciavel Governador doestado de Goias Marconi
Perilo , já enfrenta uma campanha interna de oposição dentro da propria casa.
O Governo anuncia beneficios e secretarias protelam brincam com o bom
nome conquistado pelo governador no decorrer dos anos. Em reuniões de
prestações de contas a sociedade ouvi de parlamentares de base de
sustentação do governo elogios pelos beneficios concedidos aos servidores na
região considerada uma das mais violentas do Brasil. Somos solidários e
acreditamos na boa vontade de nossos governantes e parlamentares porem o
que precisamos e queremos é o respeito para com servidores que somos.
Estamos sol a sol na chuva de dia e noite fazendo nossas obrigações
cumprindo com o nosso papel desempenhando de forma árdua no cumprimento
do dever legal que é de manter a ordem publica, sobretudo cumprindo o nosso
juramento MESMO COM O RISCO DA PRÓPRIA VIDA. E A GRATIFICAÇÃO DO
ENTORNO FICOU SÓ NA MIDIA FIZERA MATERIAS E MATERIAS BRIGARAM
PARA ASSUMIR A PATERNIDADE DA CRIANÇA FIZERAM A FARRA COM O
DESGRAÇA DO SERVIDOR NO ENTORNO...PAGAR O JUSTO NADA...O PIOR
É QUE TEMOS AUTORIDADES QUE LAVARAM AS MÃOS E DIZEM CUMPRIMOS
NOSSO DEVER...DEMOS O REAJUSTE MERECIDO MAS PARA QUEM ?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Governo do estado de Goias anunciou na midia a atualização corrigida da gratificação do entorno que estava congelada a quase déz anos. Porem isso seria feito , pago na folha do mês de dezembro até a presente data nada foi feito nem pró nem contra. Nós servidores publicos não vivemos de promessas nossa familia nossa prole aguardam o voto de confiança depositado em nós servidores e no governo eleito com muita luta e sacrificio de servidores que temiam cair nas mãos dos algoses dinossauros de antigos MDBs . Parece que o executivo e emergente presidenciavel Governador doestado de Goias Marconi Perilo , já enfrenta uma campanha interna de oposição dentro da propria casa. O Governo anuncia beneficios e secretarias protelam brincam com o bom nome conquistado pelo governador no decorrer dos anos. Em reuniões de prestações de contas a sociedade ouvi de parlamentares de base de sustentação do governo elogios pelos beneficios concedidos aos servidores na região considerada uma das mais violentas do Brasil. Somos solidários e acreditamos na boa vontade de nossos governantes e parlamentares porem o que precisamos e queremos é o respeito para com servidores que somos. Estamos sol a sol na chuva de dia e noite fazendo nossas obrigações cumprindo com o nosso papel desempenhando de forma árdua no cumprimento do dever legal que é de manter a ordem publica, sobretudo cumprindo o nosso juramento MESMO COM O RISCO DA PRÓPRIA VIDA. E A GRATIFICAÇÃO DO ENTORNO FICOU SÓ NA MIDIA FIZERA MATERIAS E MATERIAS BRIGARAM PARA ASSUMIR A PATERNIDADE DA CRIANÇA FIZERAM A FARRA COM O DESGRAÇA DO SERVIDOR NO ENTORNO...PAGAR O JUSTO NADA...O PIOR É QUE TEMOS AUTORIDADES QUE LAVARAM AS MÃOS E DIZEM CUMPRIMOS NOSSO DEVER...DEMOS O REAJUSTE MERECIDO MAS PARA QUEM ?
A verdade está aparecendo Médico confirma que dormia durante plantão em hospital
A verdade está aparecendo
Médico confirma que dormia durante plantão em hospital
O médico suspeito de se recusar a atender um paciente no Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) confirmou à polícia que dormia em horário de plantão, na madrugada de domingo (1º). Segundo o delegado Divino Batista dos Santos, responsável pelo caso, ele também admitiu não ter saído do alojamento para ver o homem ferido em acidente. O profissional de saúde e o sargento do Corpo de Bombeiros que registrou a ocorrência contra ele prestaram depoimento no 3º Distrito Policial da Cidade, na tarde de terça-feira (3).
Desde o início da polêmica, o clínico geral justifica não ter atendido o paciente pois o caso exigiria a avaliação de um ortopedista ou cirurgião. Mas, de acordo com o delegado, o plantonista acrescentou em depoimento não ter gostado da forma abrupta como o bombeiro o acordou e que deixou de examinar o acidentado porque o socorrista estava muito nervoso.
"Se ele tivesse pelo menos olhado a vítima, não teria cometido crime de omissão de socorro. Mas como ele nem saiu do alojamento, até o momento não conseguiu provar inocência", disse Divino Batista. Mas o médico só deve ser indiciado após o depoimento das testemunhas. A polícia pretende ouvir, ainda nesta semana, o paciente e as enfermeiras do hospital.
Ameaça
Em depoimento, o sargento negou estar alterado na madrugada do incidente e disse ter sofrido ameaça, quando retornou ao hospital acompanhado da Polícia Militar. O médico teria dito que o bombeiro se arrependeria no dia seguinte. Os PMs acompanharam o suspeito de omissão de socorro até o 4º Distrito Policial, onde registraram um boletim de ocorrência.
O paciente em questão é um motociclista atingido por um carro na Avenida Triângulo, no Jardim Cristalino, em Aparecida de Goiânia. Ao receber socorro dos bombeiros, o homem estava consciente e com ferimentos pelo corpo.
O diretor técnico do Huapa, Marco Aurélio Pereira, explicou que ele estaria com lesões pequenas nas mãos e é comum encaminhar este tipo de caso às unidades básicas de saúde.
Injustiça
Para o advogado do médico, Vandoil Gomes Leonel Júnior disse, a acusação contra o cliente trata-se de uma injusta. Segundo ele, em entrevista à TV Anhanguera , havia uma recomendação da direção do Huapa aos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para que não levassem casos de acidentes ao hospital, pois nenhum especialista estaria de plantão.
Na segunda-feira (2), a Secretaria Estadual de Saúde reconheceu que o plantão não contava com cirurgião, nem ortopedista. A SES vai apurar por que a escala ficou em aberto, em um dos feriados com maior demanda no ano.
Lei
Omissão de socorro é crime previsto por lei. A pena varia de um a seis meses de detenção, mas pode ser convertida no pagamento de cesta básica.
Fonte: G1 Goiás
Médico confirma que dormia durante plantão em hospital
O médico suspeito de se recusar a atender um paciente no Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) confirmou à polícia que dormia em horário de plantão, na madrugada de domingo (1º). Segundo o delegado Divino Batista dos Santos, responsável pelo caso, ele também admitiu não ter saído do alojamento para ver o homem ferido em acidente. O profissional de saúde e o sargento do Corpo de Bombeiros que registrou a ocorrência contra ele prestaram depoimento no 3º Distrito Policial da Cidade, na tarde de terça-feira (3).
Desde o início da polêmica, o clínico geral justifica não ter atendido o paciente pois o caso exigiria a avaliação de um ortopedista ou cirurgião. Mas, de acordo com o delegado, o plantonista acrescentou em depoimento não ter gostado da forma abrupta como o bombeiro o acordou e que deixou de examinar o acidentado porque o socorrista estava muito nervoso.
"Se ele tivesse pelo menos olhado a vítima, não teria cometido crime de omissão de socorro. Mas como ele nem saiu do alojamento, até o momento não conseguiu provar inocência", disse Divino Batista. Mas o médico só deve ser indiciado após o depoimento das testemunhas. A polícia pretende ouvir, ainda nesta semana, o paciente e as enfermeiras do hospital.
Ameaça
Em depoimento, o sargento negou estar alterado na madrugada do incidente e disse ter sofrido ameaça, quando retornou ao hospital acompanhado da Polícia Militar. O médico teria dito que o bombeiro se arrependeria no dia seguinte. Os PMs acompanharam o suspeito de omissão de socorro até o 4º Distrito Policial, onde registraram um boletim de ocorrência.
O paciente em questão é um motociclista atingido por um carro na Avenida Triângulo, no Jardim Cristalino, em Aparecida de Goiânia. Ao receber socorro dos bombeiros, o homem estava consciente e com ferimentos pelo corpo.
O diretor técnico do Huapa, Marco Aurélio Pereira, explicou que ele estaria com lesões pequenas nas mãos e é comum encaminhar este tipo de caso às unidades básicas de saúde.
Injustiça
Para o advogado do médico, Vandoil Gomes Leonel Júnior disse, a acusação contra o cliente trata-se de uma injusta. Segundo ele, em entrevista à TV Anhanguera , havia uma recomendação da direção do Huapa aos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para que não levassem casos de acidentes ao hospital, pois nenhum especialista estaria de plantão.
Na segunda-feira (2), a Secretaria Estadual de Saúde reconheceu que o plantão não contava com cirurgião, nem ortopedista. A SES vai apurar por que a escala ficou em aberto, em um dos feriados com maior demanda no ano.
Lei
Omissão de socorro é crime previsto por lei. A pena varia de um a seis meses de detenção, mas pode ser convertida no pagamento de cesta básica.
Fonte: G1 Goiás
Código de Conduta para o Policial Art. 1 – Requer dos policiais o cumprimento do dever que lhes é imposto pela lei, e o termo policial é definido para todos aqueles que exerce poderes de prisão e detenção. Art.- 2 Requer dos policiais os respeito e a proteção à dignidade humana e a manutenção e sustentação dos direitos humanos. Art. 3 – Requer dos policiais o uso da força somente quando for estritamente necessário e na extensão necessária par ao cumprimento do deu dever. Art. 4 – Requer dos policiais a manutenção do sigilo dos assuntos de natureza confidencial dos quais tenham conhecimento. Art. 5 – Afirma absoluta proibição dobre o uso da tortura ou maus tratos. Expressa também que nenhum policial deverá invocar ordens superiores ou circunstâncias excepcionais, como justificativa para a tortura. Art. 6 – Requer que os policiais garantam a proteção total e a saúde das pessoas sob sua custódia. Art. 7 – Proíbe os policiais de cometerem quaisquer atos de corrupção. Art. 8 – Requer os policiais respeitem a lei e o Código de Conduta, protegendo-os e realmente se opondo as quaisquer violações a eles.
Código de Conduta para o Policial
Art. 1 – Requer dos policiais o cumprimento do dever que lhes é imposto pela lei, e o termo policial é definido para todos aqueles que exerce poderes de prisão e detenção.
Art.- 2 Requer dos policiais os respeito e a proteção à dignidade humana e a manutenção e sustentação dos direitos humanos.
Art. 3 – Requer dos policiais o uso da força somente quando for estritamente necessário e na extensão necessária par ao cumprimento do deu dever.
Art. 4 – Requer dos policiais a manutenção do sigilo dos assuntos de natureza confidencial dos quais tenham conhecimento.
Art. 5 – Afirma absoluta proibição dobre o uso da tortura ou maus tratos. Expressa também que nenhum policial deverá invocar ordens superiores ou circunstâncias excepcionais, como justificativa para a tortura.
Art. 6 – Requer que os policiais garantam a proteção total e a saúde das pessoas sob sua custódia.
Art. 7 – Proíbe os policiais de cometerem quaisquer atos de corrupção.
Art. 8 – Requer os policiais respeitem a lei e o Código de Conduta, protegendo-os e realmente se opondo as quaisquer violações a eles.
Art. 1 – Requer dos policiais o cumprimento do dever que lhes é imposto pela lei, e o termo policial é definido para todos aqueles que exerce poderes de prisão e detenção.
Art.- 2 Requer dos policiais os respeito e a proteção à dignidade humana e a manutenção e sustentação dos direitos humanos.
Art. 3 – Requer dos policiais o uso da força somente quando for estritamente necessário e na extensão necessária par ao cumprimento do deu dever.
Art. 4 – Requer dos policiais a manutenção do sigilo dos assuntos de natureza confidencial dos quais tenham conhecimento.
Art. 5 – Afirma absoluta proibição dobre o uso da tortura ou maus tratos. Expressa também que nenhum policial deverá invocar ordens superiores ou circunstâncias excepcionais, como justificativa para a tortura.
Art. 6 – Requer que os policiais garantam a proteção total e a saúde das pessoas sob sua custódia.
Art. 7 – Proíbe os policiais de cometerem quaisquer atos de corrupção.
Art. 8 – Requer os policiais respeitem a lei e o Código de Conduta, protegendo-os e realmente se opondo as quaisquer violações a eles.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Bombeiros sofrem acidente na BR-116
Bombeiros sofrem acidente na BR-116
O Sargento Cleber Marcílio Figueired
O Sargento Marcílio sofreu lesões leves. Na viatura estava também o Soldado Jonatas Souza Gomes, 20 anos, que saiu ileso neste acidente.
PNEUS LISOS
Um fato que chamou a atenção de populares e autoridades que estiveram no local era o estado dos pneus da viatura de resgate. Os pneus estavam bastante lisos, o que pode ter contribuído bastante com a saída de pista do furgão.
“É estranho que o Governo de Minas permita que seus próprios veículos, que são tão importantes para a sociedade trafeguem pelas rodovias nestas condições”, disse um motorista que havia parado no local para ver o acidente. De acordo com o agente Faria, Chefe do Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Realeza e que atendeu a esta ocorrência, o veículo foi autuado devido ao mal estado de conservação.
Como podemos ver não é somente o Rio de Janeiro que pede socorro,de um modo geral a segurança publica do Brasil está sucatiada,ficamos triste quando vemos irmãos de farda terem que passar por essa situação devido ao descaso dos governantes,só espero que o Sargento Cleber não tenha que pagar ou responder algo pelo "sucata" que dirigia.
materia publica em ///quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Nascimento:
10/12/1920
10/12/1920
Natural:
Tchetchelnik - Ucrânia
Tchetchelnik - Ucrânia
Morte:
09/12/1977
1920- Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.09/12/1977
1922
- Seu pai consegue, em Bucareste, um passaporte para toda a família no consulado da Rússia. Era fevereiro quando foram para a Alemanha e, no porto de Hamburgo, embarcam no navio "Cuyaba" com destino ao Brasil. Chegam a Maceió em março desse ano, sendo recebidos por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin, que viabilizara a entrada da biografada e de sua família no Brasil mediante uma "carta de chamada". Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania — irmã, todos mudam de nome: o pai passa a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia — irmã, Elisa; e Haia, em Clarice. Pedro passa a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.
1925
- A família muda-se para Recife, Pernambuco, onde Pedro pretende construir uma nova vida. A doença de sua mãe, Marieta, que ficou paralítica, faz com que sua irmã Elisa se dedique a cuidar de todos e da casa.
1928
- Passa a freqüentar o Grupo Escolar João Barbalho, naquela cidade, onde aprende a ler. Durante sua infância a família passou por sérias crises financeiras.
1930
- Morre a mãe de Clarice no dia 21 de setembro. Nessa época, com nove anos, matricula-se no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Uma ida ao teatro a inspira e ela escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos. Seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira.
1931
- Inscreve-se para o exame de admissão no Ginásio Pernambucano. Já escrevia suas historinhas, todas recusadas pelo Diário de Pernambuco, que àquela época dedicava uma página às composições infantis. Isso se devia ao fato de que, ao contrário das outras crianças, as histórias de Clarice não tinham enredo e fatos — apenas sensações. Convive com inúmeros primos e primas.
1932
- É aprovada no exame de admissão e, junto com sua irmã Tania e sua prima Bertha, ingressa no tradicional Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Passa a visitar a livraria do pai de uma amiga. Lê "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, que pegou emprestado, já que não podia comprá-lo.
1933
- Seu pai prospera e mudam-se para casa própria, no mesmo bairro.
1934
- Pedro, pai de Clarice, em Dezembro desse ano, decide transferir-se para a cidade do Rio de Janeiro.
1935
- Viaja para o Rio, em companhia de sua irmã Tania e de seu pai, na terceira classe do vapor inglês "Highland Monarch". Vão morar numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão. Ainda nesse ano, mudam-se para uma casa na Tijuca, na rua Mariz e Barros. No colégio Sílvio Leite, na mesma rua de sua casa, cursa o quarta série ginasial. Lê romances adocicados, próprios para sua idade.
1936
- Termina o curso ginasial. Inicia-se na leitura de livros de autores nacionais e estrangeiros mais conhecidos, alugados em uma biblioteca de seu bairro. Conhece os trabalhos de Rachel de Queiroz, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dostoiévski e Júlio Diniz.
1937
- Matricula-se no curso complementar (dois últimos anos do curso secundário) visando o ingresso na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.
1938
- Transfere-se para o curso complementar do colégio Andrews, na praia de Botafogo. Às voltas com dificuldades financeiras, dá aulas particulares de português e matemática. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra — desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ao mesmo tempo, aprende datilografia e faz inglês na Cultura Inglesa.
1939
- Inicia seus estudos na Faculdade Nacional de Direito. Faz traduções de textos científicos para revistas em um laboratório onde trabalha como secretária. Trabalha, também como secretária, em um escritório de advocacia.
1940
- Seu conto, Triunfo, é publicado em 25 de maio no semanário "Pan", de Tasso da Silveira. Em outubro desse ano, é publicado na revista "Vamos Ler!", editada por Raymundo Magalhães Júnior, o conto Eu e Jimmy. Esses trabalhos não fazem parte de nenhuma de suas coletâneas. Após a morte de seu pai, no dia 26 de agosto, a escritora — talvez motivada por esse acontecimento — escreve diversos contos: A fuga, História interrompida e O delírio. Esses contos serão publicados postumamente em A bela e a fera, de 1979. Passa a morar com a irmã Tania, já casada, no bairro do Catete. Consegue um emprego de tradutora no temido Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, dirigido por Lourival Fontes. Como não havia vaga para esse trabalho, Clarice ganha o lugar de redatora e repórter da Agência Nacional. Inicia-se, ai, sua carreira de jornalista. No novo emprego, convive com Antonio Callado, Francisco de Assis Barbosa, José Condé e, também, com Lúcio Cardoso, por quem nutre durante tempos uma paixão não correspondida: o escritor era homossexual. Com seu primeiro salário, entra numa livraria e compra "Bliss - Felicidade", de Katherine Mansfield, com tradução de Erico Verissimo, pois sentiu afinidade com a escritora neozelandesa.
1941
- Em 19 de janeiro, publica a reportagem "Onde se ensinará a ser feliz", no jornal "Diário do Povo", de Campinas (SP), sobra a inauguração de um lar para meninas carentes realizada pela primeira-dama Darcy Vargas. Além de textos jornalísticos, continua a publicar textos literários. Cursando o terceiro ano de direito, colabora com a revista dos estudantes de sua faculdade, "A Época", com os artigos Observações sobre o fundamento do direito de punir e Deve a mulher trabalhar? Passa a freqüentar o bar "Recreio", na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, ponto de encontro de autores como Lúcio Cardoso, Vinicius de Moraes, Rachel de Queiroz, Otávio de Faria, e muitos mais.
1942
- Começa a namorar com Maury Gurgel Valente, seu colega de faculdade. Com 22 anos de idade, recebe seu primeiro registro profissional, como redatora do jornal "A Noite". Lê Drummond, Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. Realiza cursos de antropologia brasileira e psicologia, na Casa do Estudante do Brasil. Nesse ano, escreve seu primeiro romance, Perto do coração selvagem.
1943
- Casa-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente e termina o curso de Direito. Seu marido, por concurso, ingressa na carreira diplomática.
1944
- Muda-se para Belém do Pará (PA), acompanhando seu marido. Fica por lá apenas seis meses. Seu livro recebe críticas favoráveis de Guilherme Figueiredo, Breno Accioly, Dinah Silveira de Queiroz, Lauro Escorel, Lúcio Cardoso, Antonio Cândido e Ledo Ivo, entre outros. Álvaro Lins publica resenha com reparos ao livro mesmo antes de sua publicação, baseado na leitura dos originais. Qualifica o livro de "experiência incompleta". Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências — de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido — e ainda os que invocam o temperamento feminino. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível." O casal volta ao Rio e, em 13/07/44, muda-se para Nápoles, em plena Segunda Guerra Mundial, onde o marido da escritora vai trabalhar. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar." Termina seu segundo romance, O lustre. Recebe o prêmio Graça Aranha com Perto do coração selvagem, considerado o melhor romance de 1943. Conhece Rubem Braga, então correspondente de guerra do jornal "Diário Carioca".
1945
- Dá assistência a brasileiros feridos na guerra, trabalhando em hospital americano. O pintor italiano Giorgio De Chirico pinta-lhe um retrato. Viaja pela Europa e conhece o poeta Giuseppe Ungaretti. O lustre é publicado no Brasil pela Livraria Agir Editora.
1946
- Após o lançamento do livro, Clarice vem ao Brasil como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores, aqui ficando por quase três meses. Nessa época, apresentado por Rubem Braga, conhece Fernando Sabino que a introduz a Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e, posteriormente, a Hélio Pellegrino. De volta à Europa, vai morar com a família em Berna, Suíça, para onde seu marido havia sido designado como segundo-secretário. Sua correspondência com amigos brasileiros a mantinha a par das novidades, em especial as trocadas com Fernando Sabino. A troca de cartas com o escritor, quase que diariamente, duraria até janeiro de 1969. A convite, passam as festas de fim de ano com Bluma e Samuel Wainer, em Paris.
1947
- Em carta às irmãs, em janeiro de 47, de Paris, Clarice expõe seu estado de inadaptação:"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma." Em carta a Lúcio Cardoso, que havia lhe enviado seu livro "Anfiteatro", demonstra sua admiração pelas personagens femininas da obra.
1948
- Clarice fica grávida de seu primeiro filho. Para ela, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada, após três anos de trabalho, fica pronto. Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro, ocorrido em 10/09/1948, e por ter escrito um dos livros "menos gostados" (a editora Agir recusara a publicação).
1949
- Clarice volta ao Rio. Seu marido é removido para a Secretaria de Estado, no Rio de Janeiro. A cidade sitiada é publicado pela editora "A Noite". O livro não obtém grande repercussão entre o público e a crítica.
1950
- Escrevendo contos e convivendo com os amigos (Sabino, Otto, Lúcio e Paulo M. Campos), vê chegar a hora de partir: seguindo os passos de seu marido, retorna à Europa, onde mora por seis meses na cidade de Torquay, Inglaterra.
Sofre um aborto espontâneo em Londres. É atendida pelo vice-cônsul na capital inglesa, João Cabral de Melo Neto.
1951
- A escritora retorna ao Rio de Janeiro, em março. Publica uma seleta com seis contos na coleção "Cadernos de cultura", editada pelo Ministério da Educação e Saúde. Falece sua grande amiga Bluma, ex-esposa de Samuel Wainer.
1952
- Cola grau na faculdade de direito, depois de muitos adiamentos. Volta a trabalhar em jornais, no período de maio a outubro, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal "Comício", sob o pseudônimo de "Tereza Quadros". Atendeu a um pedido do amigo Rubem Braga, um dos fundadores do jornal. Nesse setembro, já grávida, embarca para a capital americana onde permanecerá por oito anos. Clarice inicia o esboço do romance A veia no pulso, que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 1961.
1953
- Em 10 de fevereiro, nasce Paulo, seu segundo filho. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. Nos Estados Unidos, Clarice conhece o renomado escritor Erico Veríssimo e sua esposa Mafalda, dos quais torna-se grande amiga. O escritor gaúcho e sua esposa são escolhidos para padrinhos de Paulo. Não tem sucesso seu projeto de escrever uma crônica semanal para a revista "Manchete". Tem a agradável notícia de que seu romance Perto do coração selvagem seria traduzido para o francês.
1954
- É lançada a primeira edição francesa de Perto do coração selvagem, pela Editora Plon, com capa de Henri Matisse, após inúmeras reclamações da escritora sobre erros na tradução. Em julho, com os filhos, viaja para o Brasil, aqui ficando até setembro. De volta aos Estados Unidos, interrompe a elaboração de A maçã no escuro e se dedica, por cinco meses, a escrever seis contos encomendados por Simeão Leal.
1955
- Retorna a escrever o novo romance e contos. Sabino, que leu os seis contos feitos sob encomenda, os acho "obras de arte".
1956
- Termina de escrever A Maçã no Escuro (até então com o titulo de A veia no pulso). Érico Veríssimo e família retornam ao Brasil, não sem antes aceitarem serem os padrinhos de Pedro e Paulo. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. A escritora e filhos vêm passar as férias no Brasil e Clarice aproveita para tentar a publicação de seu novo romance e os novos contos. Apesar de todo o empenho de Fernando Sabino e Rubem Braga, os livros não são editados. A escritora dá sinais de sua indisposição para com o tipo de vida que leva.
1957
- Rompe unilateralmente o contrato com Simeão Leal e autoriza Sabino e Braga a encaminharem seus contos — nessa altura em número de quinze — para serem publicados no "Suplemento Cultural" do jornal "O Estado de São Paulo". Seu casamento vive momentos de tensão.
1958
- Conhece e se torna amiga da pintora Maria Bonomi. É convidada a colaborar com a revista "Senhor", prevista para ser lançada no início do ano seguinte. Erico Verissimo escreve informando estar autorizado a editar seu romance e, também, seus contos pela Editora Globo, de Porto Alegre. 1.000 exemplares — dos mais de 1.700 remanescentes — de "Près du coeur sauvage" são incinerados, por falta de espaço de armazenamento. O casamento de Clarice dá sinais de seu final.
1959
- Separa-se do marido e, em julho, regressa ao Brasil com seus filhos. Seu livro continua inédito. A escritora resolve comprar o apartamento onde está residindo, no bairro do Leme, e, para isso, busca aumentar seus ganhos. Sob o pseudônimo de "Helen Palmer", inicia, em agosto, uma coluna no jornal "Correio da Manhã", intitulada "Correio feminino — Feira de utilidades".
1960
- Publica, finalmente, Laços de Família, seu primeiro livro de contos, pela editora Francisco Alves. Começa a assinar a coluna "Só para Mulheres", como "ghost-writer" da atriz Ilka Soares, no "Diário da Noite", a convite do jornalista Alberto Dines. Assina, com a Francisco Alves, novo contrato para a publicação de A maçã no escuro. Torna-se amiga da escritora Nélida Piñon.
1961
- Publica o romance A maçã no escuro. Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por Laços de família.
1962
- Passa a assinar a coluna "Children's Corner", da seção "Sr. & Cia.", onde publica contos e crônicas. Visita, com os filhos, seu ex-marido que se encontra na Polônia. Recebe o prêmio Carmen Dolores Barbosa (oferecido pela senhora paulistana de mesmo nome), por A maçã no escuro, considerado o melhor livro do ano.
1963
- A convite, profere no XI Congresso Bienal do Instituto Internacional de Literatura Ibero-Americana, realizado em Austin - Texas, conferência sobre o tema "Literatura de vanguarda no Brasil. Conhece Gregory Rabassa, mais tarde tradutor para o inglês de A maçã no escuro. A paixão segundo G. H. é escrito em poucos meses, sendo entregue à Editora do Autor, de Sabino e Braga, para publicação. Compra um apartamento em construção no bairro do Leme.
1964
- Publica o livro de contos A legião estrangeira e o romance A Paixão Segundo G. H., ambos pela Editora do Autor. Em dezembro, o juiz profere a sentença que poria fim ao processo de separação de Clarice e Maury.
1965
- Em maio, muda-se para o apartamento comprados em 1963. Sua obra passa a ser vista com outros olhos — pela crítica e pelo público leitor — após A paixão segundo G. H. Resultado de uma seleta de trechos de seus livros, adaptados por Fauzi Arap, é encenada no Teatro Maison de France o espetáculo Perto do coração selvagem, com José Wilker, Glauce Rocha e outros. Dedica-se à educação dos filhos e com a saúde de Pedro, que apresenta um quadro de esquizofrenia, exigindo cuidados especiais. Apesar de traduzida para diversos idiomas e da republicação de diversos livros, a situação financeira de Clarice é muito difícil.
1966
- Na madrugada de 14 de setembro a escritora dorme com um cigarro aceso , provocando um incêndio. Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte — e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita — a mais afetada — amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.
1967
- As inúmeras e profundas cicatrizes fazem com que a escritora caia em depressão, apesar de todo o apoio recebido de seus amigos. Não foi só um ano de acontecimentos ruins. Começa a publicar em agosto — a convite de Dines — crônicas no "Jornal do Brasil", trabalho que mantém por seis anos. Lança o livro infantil O mistério do coelho pensante, pela José Álvaro Editor. Em dezembro, passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro.
1968
- Em maio, o livro O mistério do coelho pensante é agraciado com a "Ordem do Calunga", concedido pela Campanha Nacional da Criança. Entrevista personalidades para a revista "Manchete" na seção "Diálogos possíveis com Clarice Lispector". Participa da manifestação contra a ditadura militar, em junho, chamada "Passeata dos 100 mil". Morrem seus amigos e escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). É nomeada assistente de administração do Estado. Profere palestras na Universidade Federal de Minas Gerais e na Livraria do Estudante, em Belo Horizonte. Publica A mulher que matou os peixes, outro livro infantil, ilustrado por Carlos Scliar.
1969
- Publica seu "hino ao amor": Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pela Editora Sabiá. O romance ganha o prêmio "Golfinho de Ouro", do Museu da Imagem e do Som. Viaja à Bahia onde entrevista para a "Manchete" o escritor Jorge Amado e os artistas Mário Cravo e Genaro. Em 14/08 é aposentada pelo INPS - Instituto Nacional de Previdência Social. Seu filho Paulo, mora nos Estados Unidos desde janeiro, num programa de intercâmbio cultural. Seu irmão Pedro, em tratamento psiquiátrico, esteve internado por um mês, em junho.
1970
- Começa a escrever um novo romance, com o título provisório de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Mais adiante, é chamado Objeto gritante. Foi lançado com o título definitivo de Água viva. Conhece Olga Borelli, de que se tornaria grande amiga.
1971
- Publica a coletânea de contos Felicidade clandestina, volume que inclui O ovo e a galinha, escrito sob o impacto da morte do bandido Mineirinho, assassinado pela polícia com treze tiros, no Rio de Janeiro. Há, também, um conjunto de escritos em que rememora a infância em Recife. Encarrega o professor Alexandre Severino da tradução, para o inglês, de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Dez de seus contos já publicados constam de "Elenco de cronistas modernos", lançado pela Editora Sabiá.
1972
- Retoma a revisão de Atrás do pensamento, com o qual não estava satisfeita. Faz inúmeras alterações no texto e passa a chamá-lo Objeto gritante. Repensando o romance, procura distrair-se. Durante um mês posa para o pintor Carlos Scliar, em Cabo Frio (RJ).
1973
- Publica o romance Água viva, após três anos de elaboração, pela Editora Artenova, que lançaria também, nesse ano, A imitação da rosa, quinze contos já publicados anteriormente em outras coletâneas. Alberto Dines, em carta à escritora, diz sobre Água viva: "[...] É menos um livro-carta e, muito mais, um livro música. Acho que você escreveu uma sinfonia". Viaja à Europa com a amiga Olga Borelli. Clarice deixa de colaborar com o "Jornal do Brasil", face à demissão de Alberto Dines, no mês de dezembro.
1974
- Para manter seu nível de renda, aumenta sua atividade como tradutora. Verte, entre outros, "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, adaptado para o público juvenil, pela Ediouro. Publica, pela José Olympio Editora, outro livro infantil, A vida íntima de Laura e dois livros de contos, pela Artenova: A via crucis do corpo e Onde estivestes de noite. Uma curiosidade: a primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida porque foi colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título. Seu cão, Ulisses, lhe morde o rosto, fazendo com que se submeta a cirurgia plástica reparadora reparadora realizada por seu amigo Dr. Ivo Pitanguy. Lê, em Brasília (DF), a convite da Fundação Cultural do Distrito Federal, a conferência "Literatura de vanguarda no Brasil", que já apresentara no Texas. Participa, em Cali — Colômbia, do IV Congresso da Nova Narrativa Hispano-americana. Seu filho, Paulo, vai morar sozinho, em um apartamento próximo ao da escritora. Pedro vai morar com o pai, em Montevidéu — Uruguai.
1975
- Tendo como companheira de viagem a amiga Olga Borelli, participa do I Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia. No dia de sua apresentação sente-se indisposta e pede a alguém que leia o conto O ovo e a galinha, não apresentando a fala sobre a magia que havia preparado para a introdução da leitura. Muito embora minimizada, essa participação tem muito a ver com as palavras ditas por Otto Lara Resende, conhecido escritor, em um bate-papo com José Castello: "Você deve tomar cuidado com Clarice. Não se trata de literatura, mas de bruxaria." Otto se baseava em estudos feitos por Claire Varin, professora de literatura canadense que escreveu dois livros sobre a biografada. Segundo ela, só é possível ler Clarice tomando seu lugar — sendo Clarice. "Não há outro caminho", ela garante. Para corroborar sua tese, Claire cita um trecho da crônica A descoberta do mundo, onde a escritora diz: "O personagem leitor é um personagem curioso, estranho. Ao mesmo tempo que inteiramente individual e com reações próprias, é tão terrivelmente ligado ao escritor que na verdade ele, o leitor, é o escritor." Traduz romances, como "Luzes acesas", de Bella Chagall, "A rendeira", de Pascal Lainé, e livros policiais de Agatha Christie. Ao longo da década, faz adaptações de obras de Julio Verne, Edgar Allan Poe, Walter Scott e Jack London e Ibsen. Lança Visão do esplendor, com trabalhos já publicados na coluna "Children's Corner", da revista "Senhor" e também no "Jornal do Brasil". Publica De corpo inteiro, com algumas entrevistas que fizera anteriormente para revistas cariocas. É muito elogiada quando visita Belo Horizonte, fato que a deixa contrariada. Passa a dedicar-se à pintura. Morre, dia 28 de novembro, seu grande amigo e compadre Erico Verissimo. Reúne trabalhos de Andréa Azulay num volume artesanal ilustrado por Sérgio Mata, intitulado "Meus primeiros contos". Andréa tinha, então, dez anos de idade.
1976
- Seu filho Paulo casa-se com Ilana Kauffmann. Participa, em Buenos Aires, Argentina, da Segunda Exposición — Feria Internacional del Autor al Lector, onde recebe muitas homenagens. É agraciada, em abril, com o prêmio concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. Grava depoimento no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em outubro, conduzido por Affonso Romano de Sant'Anna, Marina Colasanti e por João Salgueiro, diretor do MIS. Em maio, corre o boato de que a escritora não mais receberia jornalistas. José Castello, biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo", mesmo assim telefona e consegue marcar um encontro. Após muitas idas e vindas é recebido. Trava então o seguinte diálogo com Clarice:
J.C. "— Por que você escreve?
C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"
J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."
C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."
Enquanto escreve A hora da estrela com a a ajuda da amiga Olga, toma notas para o novo romance, Um sopro de vida. Revê Recife e visita parentes. Em dezembro, "Fatos e Fotos Gente", revista do grupo "Manchete", publica entrevista feita com a artista Elke Maravilha, a primeira de uma série que se estenderia até outubro de 1977.
1977
- A revista "Fatos e Fotos Gente" publica, em janeiro, entrevista feita pela escritora com Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal. O jornal "Última Hora" passa a publicar, a partir de fevereiro, semanalmente, as suas crônicas. Ainda nesse mês, é entrevistada pelo jornalista Júlio Lerner para o programa "Panorama Especial", TV Cultura de São Paulo, com o compromisso de só ser transmitida após a sua morte. Escreve um livro para crianças, que seria publicado em 1978, sob o título Quase de verdade. Escreve, ainda, doze histórias infantis para o calendário de 1978 da fábrica de brinquedos "Estrela", intitulado Como nasceram as estrelas. Vai à França e retorna inesperadamente. Publica A hora da estrela, pela José Olympio, com introdução — "O grito do silêncio" — de Eduardo Portella. Esse livro seria adaptado para o cinema, em 1985, por Suzana Amaral. A editora Ática lança nova edição de A legião estrangeira, com prefácio de Affonso Romano de Sant'Anna. Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível. O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11. Vai ao ar, pela TV Cultura, no dia 28/12, a entrevista gravada em fevereiro desse ano.
1978
- Três livros póstumos são publicados: o romance Um sopro de vida — Pulsações, pela Nova Fronteira, a partir de fragmentos em parte reunidos por Olga Borelli; o de crônicas Para não esquecer, e o infantil, Quase de verdade, em volume autônomo, pela Ática. Para não esquecer é composto de crônicas que haviam sido publicadas na segunda parte do livro A legião estrangeira, em 1964, que compunham a seção "Fundo de Gaveta" do citado livro. A hora da estrela é agraciada com o prêmio Jabuti de "Melhor Romance". A paixão sendo G. H. é publicada na França, com tradução de Claude Farny.
1979
- É publicado A bela e a fera, pela Nova Fronteira, contendo contos publicados esparsamente em jornais e revistas. Estréia, no teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Um sopro de vida, baseado em livro de mesmo nome, com adaptação de Marilena Ansaldi e direção de José Possi Neto.
1981
- "Clarice Lispector — Esboço para um retrato", de Olga Borelli, é lançado pela Nova Fronteira.
1984
- Reunindo a quase totalidade de crônicas publicadas no Jornal do Brasil, no período de 1967 a 1973, é lançado "A descoberta do mundo", organização de Paulo Gurgel Valente, filho da autora. A Éditions des Femmes, da França, lança, em sua coleção "La Bibliotèque des voix", fita cassete com trechos de La passion selon G. H., lidos pela atríz Anouk Aimée.
1985
- A hora da estrela recebe dois prêmios na 36ª edição do Festival de Berlim: da Confederação Internacional de Cineclubes — Cicae, e da Organização Católica Internacional do Cinema e do Audiovisual — Ocic. O longa-metragem de mesmo nome, dirigido por Suzana Amaral, com roteiro de Alfredo Oros também é premiado: Marcélia Cartaxo recebe o Urso de Prata de "Melhor Atriz".
Outros acontecimentos
Os 10 anos da morte da escritora são lembrados com diversas homenagens em sua memória. É aberto ao público o conjunto de documentos que viria a constituir o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, no Rio de Janeiro, constituído de documentos doados por Paulo Gurgel Valente.
Em 1990, a Francisco Alves Editora inicia a reedição da obra da escritora. A paixão segundo G. H. é encenada na capital francesa, no teatro Gérard Philippe, em montagem de Alain Neddam. Diane E. Marting, em 1993, publica "Clarice Lispector. A Bio-Bibliography", pela Westport: Greenwood Press, nos Estados Unidos. Em 1996, é lançada a antologia "Os melhores contos de Clarice Lispector", pela editora Global.
Estréia no Rio de Janeiro "Clarice — Coração selvagem", adaptado e dirigido por Maria Lúcia Lima, com Aracy Balabanian, em 1998.
No ano seguinte, "Que mistérios tem Clarice", adaptado por Luiz Arthur Nunes e Mário Piragibe estréia no teatro N. E. X. T.
Fernando Sabino, em 2001, organiza e publica, pela Record, "Cartas perto do coração", contendo correspondência que manteve com a escritora de 1946 a 1969.
A editora Rocco lança, em 2002, "Correspondências — Clarice Lispector", antologia de cartas de e para a escritora, seleção de Teresa Montero.
No aniversário de Clarice, 10/12/2002, a Embaixada do Brasil na Ucrânia e a Prefeitura de Tchetchelnik se associam em homenagem à memória da escritora, inaugurando uma placa com dados biográficos gravados em russo e em português, que é afixada na entrada da sede da administração municipal.
Em 2004, os manuscritos de A hora da estrela e parte dos livros que pertenciam à biblioteca pessoal de Clarice Lispector são confiadas por Paulo Gurgel Valente à guarda do Instituto Moreira Salles, que lança, em dezembro, edição especial dos "Cadernos de Literatura Brasileira", dedicada à vida e à obra da autora.
Em artigo publicado no jornal "The New York Times", no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice. No dia 13/01, foi discutido o viés judaico na obra da autora no Centro de História Judaica em Nova York.
O Consulado-Geral do Brasil em Córdoba - Argentina, participou, em 2007, de homenagem, dos alunos do 6º ano do nível médio, à escritora Clarice Lispector. O fato mereceu destaque na página de divulgação de eventos culturais do Ministério das Relações Exteriores. Naquela cidade encontram-se 47 escolas que ensinam a Língua Portuguesa e aspectos da cultura e literatura brasileira. O Consulado-Geral também conta com uma pequena biblioteca, que atende ao público interessado nesses assuntos, embora não haja ali nenhuma obra da citada escritora. No entanto, têm sido publicadas, nos últimos tempos, notas sobre a vida e a obra de Clarice Lispector, na imprensa local.
Dados obtidos em livros da autora, sites da Internet, nos Cadernos de Literatura Brasileira - Instituto Moreira Salles, no "Inventário das Sombras" de José Castello e fornecidos por João Pires, amigo do Releituras.
PMs que pararam atividades no CE rejeitam proposta do governo Avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza: ruas ficaram vazias após comerciantes fecharem as portas com receio de assaltos, com a paralisação da PM. (Foto: Elias Bruno/G1 CE) Policiais e bombeiros em paralisação desde a última quinta-feira (29) rejeitaram proposta do governo do estado na tarde desta terça-feira (3) sobre o reajuste da categoria. De acordo com o cabo Flávio Sabino, presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará, o governo ofereceu 23% de reajuste, mas a categoria exige de 80% a 100% de 2012 a 2014. Um grupo do comando de greve se dirige na noite desta terça-feira para o Palácio da Abolição para uma reunião com o governo do estado. Segundo Sabino, a proposta dos policiais para o reajuste no primeiro ano é de incorporar ao salário-base a gratificação de R$ 859 já recebida pelos policiais do turno da noite. A proposta é que todos os policiais, de todos os turnos, tivessem essa gratificação incorporada. "Praticamente, não há impacto financeiro, porque seria a incorporação de uma gratificação que já é dada", disse. No entanto, o governo propôs que fosse incorporada a gratificação de R$ 435 recebida pelos policiais do turno do dia e aos PMs do turno da noite seria complementado em forma de gratificação. A proposta não foi aceita. "A gente pede 80% a 100% e o governo apresenta reajuste de 23% e só para este ano e acabou. Não teria nem em 2013 nem em 2014, apenas o índice da inflação", afirma. O presidente da associação explica que ao ser incorporada ao salário, a gratificação não seria retirada caso o policial adoeça, quando vai para a reserva, ou mesmo na pensão da família em caso de morte. "Para os outros anos, nós entendemos que qualquer empresa se prepara para pagar quando há um parcelamento", disse. Ainda de acordo com Sabino, o governador teria aceitado conceder anistia aos policiais que participam da paralisação. [...] Fonte: G1
PMs que pararam atividades no CE rejeitam proposta do governo
Avenida Bezerra de Menezes, em Fortaleza: ruas ficaram vazias após comerciantes fecharem as portas com receio de assaltos, com a paralisação da PM. (Foto: Elias Bruno/G1 CE)
Policiais e bombeiros em paralisação desde a última quinta-feira (29) rejeitaram proposta do governo do estado na tarde desta terça-feira (3) sobre o reajuste da categoria. De acordo com o cabo Flávio Sabino, presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará, o governo ofereceu 23% de reajuste, mas a categoria exige de 80% a 100% de 2012 a 2014. Um grupo do comando de greve se dirige na noite desta terça-feira para o Palácio da Abolição para uma reunião com o governo do estado.
Segundo Sabino, a proposta dos policiais para o reajuste no primeiro ano é de incorporar ao salário-base a gratificação de R$ 859 já recebida pelos policiais do turno da noite. A proposta é que todos os policiais, de todos os turnos, tivessem essa gratificação incorporada. "Praticamente, não há impacto financeiro, porque seria a incorporação de uma gratificação que já é dada", disse.
No entanto, o governo propôs que fosse incorporada a gratificação de R$ 435 recebida pelos policiais do turno do dia e aos PMs do turno da noite seria complementado em forma de gratificação. A proposta não foi aceita. "A gente pede 80% a 100% e o governo apresenta reajuste de 23% e só para este ano e acabou. Não teria nem em 2013 nem em 2014, apenas o índice da inflação", afirma.
O presidente da associação explica que ao ser incorporada ao salário, a gratificação não seria retirada caso o policial adoeça, quando vai para a reserva, ou mesmo na pensão da família em caso de morte. "Para os outros anos, nós entendemos que qualquer empresa se prepara para pagar quando há um parcelamento", disse. Ainda de acordo com Sabino, o governador teria aceitado conceder anistia aos policiais que participam da paralisação. [...] Fonte: G1
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Arcebispo de Fortaleza intermedia negociação entre Governo e PMs Da Redação às 7:13 de 02/01/2012 - Atualizada às 12:43 O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi, vai tentar intermediar, na manhã desta segunda-feira (2), uma conversa entre a comissão dos policiais e bombeiros militares paralisados com o governador Cid Gomes. O objetivo é negociar um acordo para a suspensão da paralisação. Segundo o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, a categoria pretende continuar acampada no 6º BPM até que o governador atenda às reivindicações da categoria. Os policiais não têm nenhuma manifestação agendada pela cidade. Paralisação Os militares decidiram paralisar as atividade por tempo indeterminado durante assembleia da categoria realizada na última quinta-feira (29), no Ginásio da Parangaba. Após a deliberação, eles começaram a se mobilizar, com o apoio das mulheres, e realizaram várias manifestações. Desde a última sexta-feira (30), os PM s estão acampados na 6ª Companhia do 5º Batalhão, no bairro Antônio Bezerra. Reivindicações Os policiais e bombeiros reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado. Segundo Pedro Queiroz, presidente da Aspramece, são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU. A categoria pede ainda promoção e assistência médica. A reivindicação principal, no entanto, é por melhores condições de trabalho, especialmente reajuste de salários. Reforço na segurança De acordo com uma nota divulgada neste domingo (1º) pela Décima Região Militar, cerca de 630 homens do Exército Brasileiro, 169 da Força Nacional e Segurança Pública e 1650 dos órgãos de segurança pública federal, estadual e municipal reforçam o policiamento nos bairro de Fortaleza. Ao todo são 2449 homens atuando na capital. Patrulhamento ostensivo, operações de controle de distúrbios, interdição de área desocupação de instalações públicas, desobstrução de vias de circulação e operação de busca e apreensão são algumas operações que o Exército está realizando na cidade. O Comando da Operação solicita que a população continue utilizando o número 190 para as situações de emergência. Leia mais: Força Nacional e Exército prometem tomar viaturas que estão em poder de manifestantes Policiais em greve invadem 30º DP e tomam viatura do Ronda Greve: PMs cruzam os braços em Sobral Redação Jangadeiro Online, com informações da Aspramece
Arcebispo de Fortaleza intermedia negociação entre Governo e PMs
Da Redação às 7:13 de 02/01/2012 - Atualizada às 12:43
O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi, vai tentar intermediar, na manhã desta segunda-feira (2), uma conversa entre a comissão dos policiais e bombeiros militares paralisados com o governador Cid Gomes. O objetivo é negociar um acordo para a suspensão da paralisação.
Segundo o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, a categoria pretende continuar acampada no 6º BPM até que o governador atenda às reivindicações da categoria. Os policiais não têm nenhuma manifestação agendada pela cidade.
Paralisação
Os militares decidiram paralisar as atividade por tempo indeterminado durante assembleia da categoria realizada na última quinta-feira (29), no Ginásio da Parangaba. Após a deliberação, eles começaram a se mobilizar, com o apoio das mulheres, e realizaram várias manifestações. Desde a última sexta-feira (30), os PM s estão acampados na 6ª Companhia do 5º Batalhão, no bairro Antônio Bezerra.
Reivindicações
Os policiais e bombeiros reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado. Segundo Pedro Queiroz, presidente da Aspramece, são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU.
A categoria pede ainda promoção e assistência médica. A reivindicação principal, no entanto, é por melhores condições de trabalho, especialmente reajuste de salários.
Reforço na segurança
De acordo com uma nota divulgada neste domingo (1º) pela Décima Região Militar, cerca de 630 homens do Exército Brasileiro, 169 da Força Nacional e Segurança Pública e 1650 dos órgãos de segurança pública federal, estadual e municipal reforçam o policiamento nos bairro de Fortaleza. Ao todo são 2449 homens atuando na capital.
Patrulhamento ostensivo, operações de controle de distúrbios, interdição de área desocupação de instalações públicas, desobstrução de vias de circulação e operação de busca e apreensão são algumas operações que o Exército está realizando na cidade.
O Comando da Operação solicita que a população continue utilizando o número 190 para as situações de emergência.
Leia mais:
Força Nacional e Exército prometem tomar viaturas que estão em poder de manifestantes
Policiais em greve invadem 30º DP e tomam viatura do Ronda
Greve: PMs cruzam os braços em Sobral
Redação Jangadeiro Online, com informações da Aspramece
--- VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA FAMÍLIA EM INGLÊS?? Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão. Ele respondeu: “desculpe-me, por favor; também não a vi.” Fomos muito educados, seguimos nosso caminhos e nos despedimos. Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente gritei com ele; ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei. Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta. São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. Estava calado para te entregar a surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…” Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse: “Acorde querido! Acorde! Estas são as flores que você cortou para mim?” Ele sorriu e disse: “Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.” Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você. Ele respondeu: “está bem mamãe, te amo de todas as formas.” Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul…. Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida. Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família. Será que não é uma inversão pouco inteligente? Então, que há detrás desta história? Você sabe o que significa Família em inglês? F A M I L Y: “Father And Mother I Love You” (Papai e Mamãe, eu os amo) Compartilhe essa mensagem com quem você se importa. Se você não fizer, ninguém morrerá, nenhuma tragédia ocorrerá, mas perderá a oportunidade de dizer aos demais: pense mais em sua família. QUE DEUS BENDIGA A TODAS AS FAMÍLIAS!!!
Tropecei em um
estranho que passava e lhe pedi perdão.
Ele respondeu:
“desculpe-me, por favor;
também não a vi.”
Fomos muito educados, seguimos nosso caminhos e nos despedimos.
estranho que passava e lhe pedi perdão.
Ele respondeu:
“desculpe-me, por favor;
também não a vi.”
Fomos muito educados, seguimos nosso caminhos e nos despedimos.
Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim.
Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente
gritei com ele;
ele se retirou sentido,
sem que eu notasse
quão dura que
lhe falei.
Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama.
Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta.
São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul.
Estava calado para te entregar a surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…”
Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse:
“Acorde querido! Acorde!
Estas são as flores que você cortou para mim?”
Ele sorriu e disse:
“Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você,
em especial a azul.”
Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você.
Ele respondeu:
“está bem mamãe, te amo de todas as formas.”
Eu também te amo e adorei as flores,
especialmente a azul….
Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida.
Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família.
Será que não é uma inversão
pouco inteligente?
Então, que há detrás desta história?
Você sabe o que significa
Família em inglês?
F A M I L Y:
“Father And Mother I LoveYou”
(Papai e Mamãe, eu os amo)
Compartilhe essa mensagem com quem você se importa.
Se você não fizer, ninguém morrerá, nenhuma tragédia ocorrerá, mas perderá a oportunidade de dizer aos demais: pense mais em sua família.
QUE DEUS BENDIGA
A TODAS AS FAMÍLIAS!!!
2011 um ano de luta Fim de ano, hora de reflexões. 2011 foi marcado por muitas dificuldades, principalmente no que diz respeito à segurança pública em Goiás. O aumento do índice de criminalidade, a fatídica operação sexto mandamento, a perda de companheiros, entre outros assuntos, foram primordiais para que a sensação de insegurança atingi-se todos os goianos. Entretanto, passando o período de turbulência, nos deparamos com boas expectativas. Acredito que superada mais uma etapa, conseguimos construir um ambiente favorável para boas notícias em 2012. Seja no âmbito de valorização do militar, seja na consolidação de uma segurança pública forte, inteligente e eficiente. No decorrer deste ano, buscamos conquistar inúmeros benefícios aos nossos companheiros bombeiros e policiais militares. Ações, que visam dar qualidade de vida e dignidade a esses exímios servidores públicos. Tudo isso, com o objetivo de refletir na sociedade, um Corpo de Bombeiro e uma Polícia Militar atuantes e competentes em suas prestações de serviços. Com muita luta e determinação levantamos diversas bandeiras como a Carreira Única, Promoção Automática, Aposentadoria Compulsória, Carreira Jurídica, Carga máxima de 40 horas semanais, Aposentadoria aos 25 anos para as militares femininas, Inamovibilidade, Concurso Público, Data Base, Plano de Carreira, Gratificação aos militares do entorno, reconhecimento aos envolvidos no Césio 137 e valorização dos militares. Sabemos que infelizmente ainda não conseguimos implementar todos os nossos anseios, todavia, espero que esta frustração seja transformada em energia positiva, para que tenhamos união para sobrepor as barreiras existentes. Além disso, não medimos esforços para tratar de assuntos emergentes, que assolaram tanto os militares, quanto a sociedade goiana. Assim, realizamos seminários, audiências públicas, bem como visitamos vários municípios no interior, com o objetivo de transpor os desafios da segurança pública. Somos cientes de que essa luta não é solitária. O governador Marconi Perillo e o secretário de Segurança Pública, João Furtado, se mostraram grandes parceiros, gerando expectativas extremamente positivas para os próximos anos. É verdade, que em alguns pleitos ainda não fomos atendidos, mas o Governador aceitou o desafio de analisar e estudar todas as nossas reivindicações. Demonstrando sua coerência e sua lealdade junto aos militares goianos. Tenho a convicção de que ainda neste mandado seremos exitosos em nossos objetivos. Para se ter uma idéia do empenho de Marconi Perillo ele convalidou benefícios importantes e justos para nossa tropa, como por exemplo, durante a votação do IP 20, com sinal verde do governador foi possível a apresentação de emenda constitucional garantindo os 25 anos de serviço para aposentadorias das militares (PM e BM) femininas, pondo fim a um grande preconceito praticado contra essas profissionais. Além disso, já sinalizou positivamente para a promoção automática e carreira única, restando apenas análises administrativas para a concretização das mesmas. Outros pontos positivos, que podemos destacar neste primeiro ano de governo é o plano de segurança pública e o aumento do efetivo. O governador tem plena consciência de que há uma carência de pelo menos 4 mil militares. Por isso, para o ano que vem firmou o compromisso, por meio da Secretaria de Segurança Pública, de realizar concurso para contratação de novos integrantes para nossas corporações. Temos a certeza de que conseguiremos neste governo ampliar o efetivo em pelo menos 25%. Como diz o governador Marconi Perillo, o Estado está focado na política de redução do índice de homicídios na ação policial. Goiás está comprometido com políticas coerentes, políticas adequadas do uso moderado da força. O fato, grave, é um alerta para ação enérgica e um veemente investimento em segurança pública, diante do crescimento da criminalidade no Brasil, algo que questiona governos e instituições ameaçando a desintegração do tecido social. Somos cientes dos desafios e nos predispomos a enfrentá-lo. Está provado que violência não é apenas uma questão de polícia. É preciso identificar as causas da marginalidade, investimento em educação, geração de empregos e ações sociais. É esse conjunto de medidas que fará a diferença e por isso temos envidado nosso mandato parlamentar. Desejo, aos integrantes de nossas gloriosas corporações, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, um Ano Novo de grandes realizações. Nunca é demais lembrar a importância de nossos homens e mulheres valorosos, destemidos, que promovem diuturnamente a prevenção ao crime e a paz social. Àqueles que já cumpriram com sua missão e hoje se encontram reformados ou na reserva, devem ser referenciados pelo que fizeram para a conquista da credibilidade da PM e BM junto à sociedade goiana. Renovo os meus sentimentos de amizade e respeito aos irmãos de farda, aos integrantes da segurança pública e a todos os goianos. Que 2012 seja o ano da união, superação de divergências na busca de consenso entre nossa classe. Pois só assim alcançaremos os objetivos almejados. Um Feliz Ano Novo! DEPUTADO ESTADUAL MAJOR ARAÚJO
2011 um ano de luta
Fim de ano, hora de reflexões. 2011 foi marcado por muitas dificuldades, principalmente no que diz respeito à segurança pública em Goiás. O aumento do índice de criminalidade, a fatídica operação sexto mandamento, a perda de companheiros, entre outros assuntos, foram primordiais para que a sensação de insegurança atingi-se todos os goianos. Entretanto, passando o período de turbulência, nos deparamos com boas expectativas. Acredito que superada mais uma etapa, conseguimos construir um ambiente favorável para boas notícias em 2012. Seja no âmbito de valorização do militar, seja na consolidação de uma segurança pública forte, inteligente e eficiente.
No decorrer deste ano, buscamos conquistar inúmeros benefícios aos nossos companheiros bombeiros e policiais militares. Ações, que visam dar qualidade de vida e dignidade a esses exímios servidores públicos. Tudo isso, com o objetivo de refletir na sociedade, um Corpo de Bombeiro e uma Polícia Militar atuantes e competentes em suas prestações de serviços.
Com muita luta e determinação levantamos diversas bandeiras como a Carreira Única, Promoção Automática, Aposentadoria Compulsória, Carreira Jurídica, Carga máxima de 40 horas semanais, Aposentadoria aos 25 anos para as militares femininas, Inamovibilidade, Concurso Público, Data Base, Plano de Carreira, Gratificação aos militares do entorno, reconhecimento aos envolvidos no Césio 137 e valorização dos militares. Sabemos que infelizmente ainda não conseguimos implementar todos os nossos anseios, todavia, espero que esta frustração seja transformada em energia positiva, para que tenhamos união para sobrepor as barreiras existentes.
Além disso, não medimos esforços para tratar de assuntos emergentes, que assolaram tanto os militares, quanto a sociedade goiana. Assim, realizamos seminários, audiências públicas, bem como visitamos vários municípios no interior, com o objetivo de transpor os desafios da segurança pública.
Somos cientes de que essa luta não é solitária. O governador Marconi Perillo e o secretário de Segurança Pública, João Furtado, se mostraram grandes parceiros, gerando expectativas extremamente positivas para os próximos anos. É verdade, que em alguns pleitos ainda não fomos atendidos, mas o Governador aceitou o desafio de analisar e estudar todas as nossas reivindicações. Demonstrando sua coerência e sua lealdade junto aos militares goianos. Tenho a convicção de que ainda neste mandado seremos exitosos em nossos objetivos.
Para se ter uma idéia do empenho de Marconi Perillo ele convalidou benefícios importantes e justos para nossa tropa, como por exemplo, durante a votação do IP 20, com sinal verde do governador foi possível a apresentação de emenda constitucional garantindo os 25 anos de serviço para aposentadorias das militares (PM e BM) femininas, pondo fim a um grande preconceito praticado contra essas profissionais. Além disso, já sinalizou positivamente para a promoção automática e carreira única, restando apenas análises administrativas para a concretização das mesmas.
Outros pontos positivos, que podemos destacar neste primeiro ano de governo é o plano de segurança pública e o aumento do efetivo. O governador tem plena consciência de que há uma carência de pelo menos 4 mil militares. Por isso, para o ano que vem firmou o compromisso, por meio da Secretaria de Segurança Pública, de realizar concurso para contratação de novos integrantes para nossas corporações. Temos a certeza de que conseguiremos neste governo ampliar o efetivo em pelo menos 25%.
Como diz o governador Marconi Perillo, o Estado está focado na política de redução do índice de homicídios na ação policial. Goiás está comprometido com políticas coerentes, políticas adequadas do uso moderado da força.
O fato, grave, é um alerta para ação enérgica e um veemente investimento em segurança pública, diante do crescimento da criminalidade no Brasil, algo que questiona governos e instituições ameaçando a desintegração do tecido social. Somos cientes dos desafios e nos predispomos a enfrentá-lo.
Está provado que violência não é apenas uma questão de polícia. É preciso identificar as causas da marginalidade, investimento em educação, geração de empregos e ações sociais. É esse conjunto de medidas que fará a diferença e por isso temos envidado nosso mandato parlamentar.
Desejo, aos integrantes de nossas gloriosas corporações, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, um Ano Novo de grandes realizações. Nunca é demais lembrar a importância de nossos homens e mulheres valorosos, destemidos, que promovem diuturnamente a prevenção ao crime e a paz social. Àqueles que já cumpriram com sua missão e hoje se encontram reformados ou na reserva, devem ser referenciados pelo que fizeram para a conquista da credibilidade da PM e BM junto à sociedade goiana.
Renovo os meus sentimentos de amizade e respeito aos irmãos de farda, aos integrantes da segurança pública e a todos os goianos. Que 2012 seja o ano da união, superação de divergências na busca de consenso entre nossa classe. Pois só assim alcançaremos os objetivos almejados. Um Feliz Ano Novo!
DEPUTADO ESTADUAL MAJOR ARAÚJO
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